Vida de professor

terça-feira, 31 de março de 2009

Sofrimento...............

Hoje estou triste, muito triste.
Parece estar para muito breve a despedida da minha mãe.
Questiono-me porque é que me sinto tão abandonada neste momento. Será que alguém neste mundo merece tão cruel sofrimento!!!
Onde está o Deus justo e bom? Aquele que ama os seus filhos?
Meu Deus bem sabeis que é um desabafo, mas também sabeis o quanto estou a sofrer.
Peço-vos que tenhas piedade de nós e que eu esteja bem junto dela no momento da sua partida.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Dia do Pai

Hoje é o Dia do Pai.
Deitei-me a pensar em ti e acordei a pensar em ti.
Recordo-te como eu sei que gostavas que te recordasse. Sempre bem disposto, a trabalhar. a pensar nos netos. Lembras-te da chouriça da Ditinha que a Joana tanto gostava? E os pacotes da"maunilha" que davas à Ana? Os ovos para a Marta? Os doces da festa para o André? E os petiscos para o Vasco, Vítor e Miguel? E tantas outras coisas que fazias com todos os netos?
Quando os pequenitos te prenderam no galinheiro?
E as nossas sementeiras de batatas com o saudoso Nogueira? E a Ana a provar aguardente, pelo copo dele?
E Manuela que perdeu uma lente de contacto no meio do rego das batatas??
Saudades, saudades, saudades. Mas nunca serás esquecido!
Um dia, quando nos encontrarmos, vou-te contar todas as novidades.
Continua a tomar conta de nós, como o tens feito até agora.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Há uma nuvem escura....

Estou muito triste, tenho a sensação que em muito breve vou ficar sem alguém que eu muito amo.
Não vejo luz nem brilho nos olhos da minha mãe. Vejo uns olhos sem expressão, a olhar para o "vazio", e como os olhos são o espelho da alma, sinto que ela nos está a deixar lentamente.
Hoje ao beijá-la ela olhou-me de um modo diferente, pareceu-me que ela sabe que vai partir em breve. É uma sensação de impotência, de tristeza eu não conseguir tirar-lhe tal sofrimento. Olhou-me não como minha mãe, mas como um filho que pede ajuda à sua mãe para o ajudar, para o proteger.
Reconheceu a minha filha e pronunciou o nome dela. Naquele quarto estavam três gerações, avó- filha e neta e houve uns breves momentos que os nossos olhos se cruzaram e todas ficamos com eles cheios de lágrimas. Vi tanto amor nos olhos da minha mãe ao olhar para nós, gostava que esse momento fosse eterno.
Vim para casa com o coração partido em mil bocadinhos e senti que a minha filha vinha a sofrer tanto como eu.
Sei que tive a melhor mãe que alguém pode ter. Foi uma benção de Deus ter-me dado estes PAIS.